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32° Grito dos Excluídos transforma dia da independência em dia de luta por direitos

08/09/2026

Roberto Parizotti /Sapão

Atos em diferentes cidades deram voz às lutas por moradia, terra, paz e soberania e denunciaram a violência contra as mulheres, os conflitos no campo e as desigualdades sociais

Fonte: CUT

O Grito dos Excluídos e Excluídas tomou as ruas de diferentes partes do país nesta segunda-feira (7), com manifestações em defesa da terra, da moradia, da paz e da soberania. Em sua 32ª edição, a mobilização lembrou, neste dia da independência, demandas que fazem parte da vida de milhões de brasileiros e brasileiras, como o direito de ter onde morar, viver com segurança e participar das decisões sobre os rumos do país.

Com o tema “Vida em Primeiro Lugar!” e o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, os atos também deram visibilidade à violência contra as mulheres, aos conflitos no campo, às desigualdades sociais e à defesa da democracia. A proposta foi ocupar o Dia da Independência com uma pergunta que atravessa a história do Grito: de que vale falar em independência quando tantos brasileiros ainda não têm seus direitos básicos garantidos?

Histórico e reivindicações

Desde 1995, quando foi realizado pela primeira vez, o Grito reúne movimentos populares, sindicatos, pastorais, igrejas e outras organizações para levar às ruas as reivindicações de quem enfrenta as desigualdades no campo e nas cidades. Ao longo de três décadas, a mobilização se transformou em um espaço de participação e organização popular, conectando diferentes lutas em torno da defesa da vida e da dignidade.

O lema de 2026 foi definido após debates entre articuladores e articuladoras do Grito em todo o país e levou em conta a conjuntura nacional e internacional, a Campanha da Fraternidade da CNBB e as reivindicações dos movimentos populares. A mobilização chamou atenção para conflitos por terra, falta de moradia, guerras, defesa da soberania e, especialmente, para a violência contra as mulheres.

A expressão “Mulheres Vivas” destacou as desigualdades que atingem principalmente mulheres negras, periféricas, camponesas, indígenas e chefes de família. A defesa da soberania também esteve presente nos atos, associada à proteção dos recursos naturais, da democracia e ao direito de a população decidir os caminhos do Brasil. A Coordenação Nacional do Grito reúne 21 organizações, entre elas a CUT, o MST, o MAB, a CNTE, a Comissão Pastoral da Terra e a Central dos Movimentos Populares.

São Paulo

Uma multidão ignorou o frio e a garoa fina e marcaram presença no grito dos excluídos e excluídas de 2026. A concentração aconteceu no marco zero da capital paulista, Praça da Sé, onde, às sete da manhã, foi oferecido um café para a população em situação de rua. Depois, houve a abertura do ato político-cultura. Estiveram presentes trabalhadores e trabalhadoras,  representantes de entidades sindicais, políticos , movimentos sindicais   e a CUT.  

Depois os manifestantes saíram em caminhada e passaram pelo Pátio do Colégio ? Rua Boa Vista, Largo São Bento, Rua Líbero Badaró, Largo São Francisco . Logo após o encerramento do ato, houve uma missa na Catedral da Sé.

Amapá

Grito dos Excluídos e das Excluídas foi realizado em Macapá, com concentração às 7h30, na Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, na Avenida Coqueiro, 401, no bairro Brasil Novo. A programação começou com uma missa e, em seguida, os participantes saíram em caminhada pelas ruas da região.

O percurso passou pelos bairros Brasil Novo, Nova Colina, Alencar e Sol Nascente, levando às ruas as pautas de defesa dos direitos sociais e da população trabalhadora. O ato foi encerrado na Igreja Santa Teresa de Calcutá, ponto final da caminhada.

Goias

No Dia da Independência do Brasil, centenas de pessoas participaram do 32º Grito dos Excluídos e Excluídas em Goiânia  A mobilização teve concentração a partir das 9h, na Catedral Metropolitana de Goiânia, na Avenida Universitária, e levou às ruas o tema “Vida em Primeiro Lugar!” e o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”.

A caminhada seguiu da Catedral até a Praça da Paz, reunindo trabalhadores e trabalhadoras, movimentos sociais, entidades, sindicatos e a CUT  em defesa da reforma agrária, da moradia digna, do SUS, da soberania nacional e do combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres. A programação contou ainda com shows e atividades culturais.

Rio Grande do Sul

Na manhã desta segunda-feira (7), milhares de pessoas participaram do 32º Grito dos Excluídos e Excluídas, no Centro Histórico de Porto Alegre (RS). Representantes de movimentos sociais se concentraram na sede do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), na Rua Coronel Vicente, e depois seguiram em caminhada pelas ruas da região. Moradia digna, combate às desigualdades e às violências e a preocupação com a crise climática estiveram entre as principais reivindicações.

O ato em Porto Alegre fez parte de uma mobilização que tomou as ruas de várias cidades brasileiras. De Norte a Sul do país, trabalhadores, movimentos sociais e entidades se uniram para dar visibilidade a problemas que atingem milhões de brasileiros. Com a participação da CUT-RS, o Grito mostrou que, quando essas vozes se encontram nas ruas, a defesa por direitos, justiça social e dignidade ganha ainda mais força.

Bahia

Em Salvador, cerca de mil pessoas participaram do 32º Grito dos Excluídos e Excluídas, entre integrantes de movimentos sociais, pastorais sociais e centrais sindicais. A concentração começou às 9h, na Praça do Campo Grande, e de lá os manifestantes seguiram em caminhada até a Praça Castro Alves,.

O ato em Salvador fez parte da jornada nacional do Grito dos Excluídos, que levou milhares de pessoas às ruas de diferentes cidades brasileiras. As manifestações deram um tom popular às celebrações do 7 de Setembro e mostraram a força da organização de trabalhadores, movimentos sociais e entidades na defesa de direitos e de uma sociedade mais justa.

Pernambuco

No Recife, o 32º Grito dos Excluídos e Excluídas levou às ruas a luta milhares de pessoas por direitos e melhores condições de vida. Movimentos sociais e populares se concentraram no Parque 13 de Maio, na Boa Vista, e seguiram em caminhada até o Pátio do Carmo, no bairro de Santo Antônio. Na pauta de reivindicação, também ganhou espaço a luta pelo fim da escala 6×1, uma mudança que pode significar mais tempo de descanso e convivência para quem trabalha.

 Paraná

Em Curitiba, o 32º Grito dos Excluídos e Excluídas reuniu movimentos sociais e populares nesta segunda-feira (7), na Praça Tiradentes, no Centro. A concentração começou às 14h30, com oficina de cartazes, lanche partilhado e intervenções culturais antes da marcha pelas principais ruas da cidade.

A mobilização conta com o apoio da CUT Paraná, do SISMMAC e de diversas organizações e movimentos populares. A atividade reforça a defesa de direitos e dá visibilidade às pautas de trabalhadores e trabalhadoras e de grupos que lutam por uma sociedade mais justa.

Paraíba

Em João Pessoa, a mobilização teve concentração no Parque Solon de Lucena, no Centro, a partir das 9h, e ocorreu no mesmo período do desfile oficial da Semana da Pátria.

O Grito também mobilizou trabalhadores e movimentos sociais em outras cidades do estado, como Patos e Campina Grande. A presença nas ruas reforçou a força da mobilização popular e a importância de dar visibilidade a pautas que fazem parte do dia a dia da classe trabalhadora.

Brasília

CUT-DF também esteve presente na 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas, em Brasília, ao lado de movimentos populares, entidades religiosas e organizações da sociedade civil. A mobilização teve concentração na Praça Zumbi dos Palmares e no Conic.

Durante o ato, dirigentes e militantes da CUT defenderam políticas públicas para garantir moradia digna, igualdade racial, direitos das mulheres, fortalecimento do SUS e soberania nacional. A programação também contou com atividades culturais, como uma apresentação de capoeira.

@mpdelimaa / CUT-DF 

Materia em atualização

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