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Fenadados marca presença no Senado Federal em mobilização pelo fim da escala 6×1

03/09/2026

A pressão social pela revisão da jornada de trabalho conta com a participação de entidades sindicais representativas do setor de Tecnologia da Informação (TI). Hoje CUT, Contracs e Fenadados integraram as mobilizações realizadas no Senado Federal, em Brasília, exigindo a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 que visa extinguir o modelo de trabalho 6×1.

A categoria de TI, que historicamente atua nos bastidores dos sistemas que sustentam os setores produtivos do país, levou ao Congresso uma pauta que une a luta por direitos trabalhistas à essência da inovação: o papel da tecnologia a serviço do bem-estar humano.

Inovação e humanização do trabalho

A presença da TI nas mobilizações reforça um contraponto central nas discussões sobre produtividade no século XXI. Durante as abordagens junto aos senadores e à população e nas vigílias acompanhadas por movimentos sociais, representantes da área enfatizaram que a transformação digital — impulsionada pela inteligência artificial, automação de processos e computação em nuvem — já permite ao mercado alcançar patamares de eficiência nunca antes vistos. Assim, não há justificativa econômica ou social para manter o trabalhador submetido a uma rotina de seis dias consecutivos de atividade por apenas um de descanso.
“A função primordial da tecnologia não deve ser a intensificação da exploração da força de trabalho ou o aumento desenfreado da carga horária, mas sim a eliminação de tarefas repetitivas para proporcionar mais tempo livre, bem viver e saúde às pessoas”, aponta Márcia Honda, Secretária de Tecnologia da Fenadados. A sindicalista também lembra que a sobrecarga de trabalho e a falta de tempo para descanso afetam diretamente a saúde dos trabalhadores e que a garantia de mais tempo livre será arma importante no combate à exaustão e ao Burnout.

A atuação da categoria de TI no Senado Federal evidencia que o avanço tecnológico deve caminhar lado a lado com o avanço social. A classe trabalhadora não suporta mais tanta exploração e segue mobilizada pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário.

Fonte: Fenadados

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