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Potência do BRICS constrói data center submarino 100% alimentado por energia renovável

12/06/2026

Reprodução

Nos data centers submarinos, o consumo de energia pode ser reduzido em cerca de 22% a 23% em comparação com instalações convencionais

Fonte: Revista Fórum

AChina inaugurou, em maio, as operações de seu primeiro data center submarino, o Shanghai Lingang Undersea Data Center Demonstration Project, instalado a cerca de 10 quilômetros da costa de Xangai, na zona especial de Lingang.

O centro, que fica a 10 metros de profundidade, é conectado a um parque eólico marítimo e 100% alimentado por energia eólica offshore. Ele foi desenvolvido pela HiCloud Technology (especializada em industrialização de alta precisão) em parceria com a estatal China Communications Construction Company (CCCC).

O investimento no data center, com capacidade de 24 megawatts, foi de cerca de 1,6 bilhão de yuans (R$ 1,2 bilhão).

Enquanto, em data centers convencionais (instalados em solo), até 40% da eletricidade consumida é direcionada aos sistemas de resfriamento, a instalação do centro de processamento no oceano possibilita refrigeração natural.

O projeto de Lingang utiliza trocadores de calor que transferem o calor dos servidores para a água ao redor, sem contato direto entre os equipamentos e o oceano. Como resultado, o consumo de energia pode ser reduzido em cerca de 22% a 23% em comparação com instalações convencionais.

Segundo a métrica PUE (Power Usage Effectiveness), que mede a eficiência energética dos data centers, o complexo chinês tem desempenho de 1,15 (na escala de  eficiência, quanto mais próximo de 1, melhor).

As cápsulas submersas instaladas pela operação pesam 1.300 toneladas e são alimentadas por fontes de energia limpa. Apesar disso, podem criar riscos para o desenvolvimento de ecossistemas marinhos e elevar a temperatura média da água no entorno da instalação.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades chinesas, o sistema utiliza módulos selados contendo milhares de servidores dedicados a tarefas de inteligência artificial, computação em nuvem, análise de grandes volumes de dados e treinamento de modelos de linguagem.

Antes de Xangai, a China já havia realizado outra experiência relevante, também conduzida pela HiCloud, que colocou em operação, na província insular de Hainan, o primeiro data center submarino comercial do mundo, ampliado em 2025 para formar um cluster de computação voltado à inteligência artificial.

A estrutura de Hainan é usada, hoje, por empresas para desenvolver modelos de IA, realizar simulações industriais, criar jogos digitais e conduzir pesquisas oceanográficas, e serviu como base tecnológica para o desenvolvimento do mais novo data center de Lingang.

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