Em mensagem ao Congresso, Lula coloca fim da escala 6×1 entre prioridades de 2026
Foto de Pedro França – Agência Senado
Ao abordar a redução das desigualdades sociais, o presidente também destacou a necessidade de estabelecer regras para trabalhadores vinculados a aplicativos e plataformas digitais
Fonte: Jornal GGN
Em mensagem enviada ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o fim da escala de trabalho 6×1, sem redução salarial, e classificou como “urgente” a necessidade de regulamentação do trabalho por aplicativos. Segundo o governo, os dois temas estão entre os principais desafios do país em 2026.
“Nosso próximo desafio é o fim da escala 6×1 de trabalho, sem redução de salário. O tempo é um dos bens mais preciosos para o ser humano. Não é justo que uma pessoa trabalhe duro toda a semana e tenha apenas um dia para descansar o corpo e a mente e curtir a família”, afirmou Lula no texto.
As prioridades do Executivo foram apresentadas em mensagem oficial do Palácio do Planalto, lida durante a sessão solene de abertura do ano legislativo, realizada na tarde desta segunda-feira. A leitura do documento faz parte do rito institucional que marca o início dos trabalhos do Congresso e foi feita pelo primeiro-secretário do Congresso Nacional, deputado Carlos Veras (PT-CE).
Ao abordar a redução das desigualdades sociais, o presidente também destacou a necessidade de estabelecer regras para trabalhadores vinculados a aplicativos e plataformas digitais. Para Lula, a falta de regulamentação expõe essas categorias à precarização.
“Dentre os desafios nacionais inerentes ao Executivo e ao Legislativo para 2026, destaco ainda a urgente necessidade de regulação do trabalho por aplicativos, uma demanda importante das novas categorias profissionais, que não podem ter sua mão de obra precarizada e dependem de defesa institucional do Estado brasileiro para mediar melhores condições de trabalho”, declarou.
Na mensagem ao Congresso, o chefe do Executivo também solicitou empenho dos parlamentares para a rápida aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. O tratado foi assinado em 17 de janeiro e precisa ser internalizado pelos legislativos dos países signatários para entrar em vigor.
“Tenho certeza de que o Congresso Nacional não medirá esforços para, no menor prazo possível, internalizar esse acordo. O acordo Mercosul-União Europeia abre um novo ciclo de oportunidades para as empresas brasileiras, fortalece a competitividade do Brasil, amplia as exportações e atrai investimentos de forma sustentável”, afirmou o presidente.