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Por que você deve fazer isso com o seu Wi-Fi ao sair na rua

23/12/2025

Pexels

Agências de segurança da França, Reino Unido e Estados Unidos alertam para riscos crescentes

Fonte: Revista Fórum

Agências de segurança dos Estados Unidos e da Europa passaram a recomendar que usuários desliguem completamente o Wi-Fi do celular ao sair de casa. O alerta foi emitido por órgãos como a CISA, a CERT-FR e a NCSC, diante do aumento da sofisticação dos ataques direcionados a dispositivos móveis.

Segundo os comunicados, celulares Android e iOS apresentam vulnerabilidades em diferentes camadas, que vão das interfaces sem fio e aplicativos até componentes físicos do próprio aparelho. Redes Wi-Fi públicas ou mal protegidas são consideradas um dos principais vetores de ataque, especialmente por meio de técnicas conhecidas como adversary-in-the-middle.

Entre os riscos mais citados estão os pontos de acesso falsos, chamados de “Evil Twin”, que imitam redes legítimas para interceptar dados, capturar credenciais e até injetar malwares nos dispositivos conectados.

As agências também alertam para os perigos do uso de portas USB públicas: celulares podem ser invadidos durante o carregamento se conectados a entradas comprometidas.

Outro ponto destacado é a vulnerabilidade das redes 2G, cujos algoritmos de criptografia estão quebrados há mais de uma década. Como os aparelhos não conseguem verificar a autenticidade das torres, há risco de interceptação por estações falsas, conhecidas como captadores de IMSI. Bluetooth, NFC e até falhas nos próprios sistemas operacionais também aparecem na lista de ameaças.

Como medida de proteção, os especialistas recomendam desligar Wi-Fi e Bluetooth diretamente nas configurações do aparelho, e não apenas pelo menu rápido. Também orientam o uso de bloqueadores de dados USB ou power banks, evitar conexões automáticas com redes públicas, utilizar VPN quando necessário e limitar a instalação de aplicativos a lojas oficiais, sempre conferindo permissões. Reiniciar o celular com frequência também ajuda a reduzir riscos de ataques em memória.

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