Cientistas chineses desenvolvem bateria que pode durar mais de 50 anos sem carregar
Bateria Zhulong Créditos: Xinhua
Nova tecnologia vai utilizar carbono-14 para alimentar equipamentos por anos
Fonte: Revista Fórum
Uma empresa chinesa desenvolveu uma bateria nuclear experimental baseada em carbono-14 (C-14) com autonomia prevista de 50 anos, anunciaram nesta quarta-feira pesquisadores da Wuxi Beita Pharmatech em parceria com a Universidade Normal do Noroeste.
O protótipo, batizado de “Zhulong-1” em referência a uma divindade chinesa associada à energia eterna, utiliza decaimento radioativo para gerar eletricidade, diferindo radicalmente das baterias químicas convencionais.
Segundo Zhang Guanghui, líder tecnológico do projeto, a inovação reside no uso de C-14 – isótopo com meia-vida de 5.730 anos – acoplado a um semicondutor de carboneto de silício.
O processo converte partículas beta emitidas durante o decaimento em fluxo contínuo de elétrons. Testes independentes realizados pela Academia Chinesa de Ciências confirmaram que a bateria opera entre -100°C e 200°C, com densidade energética dez vezes superior à de íons de lítio e degradação inferior a 5% em cinco décadas.
Em demonstração, a Zhulong-1 manteve um LED em funcionamento por quatro meses e alimentou com sucesso um chip Bluetooth. Aplicações prioritárias incluem implantes médicos permanentes (como marcapassos), sensores de Internet das Coisas e missões espaciais em ambientes extremos.
A previsão é que a segunda geração do dispositivo, Zhulong-2, tenha tamanho equivalente a uma moeda e seja lançada até 2026. Especialistas ressaltam que o avanço pode revolucionar setores dependentes de energia de longa duração,mas desafios de custo e escalabilidade permanecem.