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Novas regras dos EUA contra compartilhamento de dados miram países específicos

22/10/2024

Créditos: Free source

Medidas querem impedir que “adversários estrangeiros” acessem informações de civis americanos; veja quais países serão atingidos

Novas regras de restrição ao compartilhamento de dados virtuais de cidadãos americanos foram propostas nesta segunda (21) pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Desde março, quando o presidente dos EUA, Joe Biden, emitiu um decreto que restringia o compartilhamento de dados “sensíveis” (como informações de saúde) com empresas de determinados países, o Departamento tem tentado fortalecer sua política de proteção contra “adversários estrangeiros” específicos.

Novas regras de restrição ao compartilhamento de dados virtuais de cidadãos americanos foram propostas nesta segunda (21) pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.Dois dos principais “países de interesse” seriam a China, contra quem os EUA tem lutado em diversas frentes, dos embargos no setor de produtos de inovação (como chips e semicondutores) às diversas batalhas contra a expansão de influência do TikTok, plataforma de compartilhamento de vídeos chinesa, e a Rússia.

Mas há também outros alvos que os norte-americanos veem com desconfiança: países como o Irã, a Venezuela, Cuba e a Coréia do Norte vão sofrer restrições contra o acesso a dados financeiros e pessoais dos norte-americanos, a fim de evitar “ameaças à segurança nacional”.

A nova proposta do Departamento de Justiça propõe a proteção de “várias classes de informações”, que envolvem serviços de comunicações, serviços financeiros, corporações e transações autorizadas por leis federais ou acordos internacionais, produtos biológicos e investigações clínicas etc.

A medida ainda quer impedir a transferência de dados de geolocalização em mais de mil dispositivos.

Para o Departamento, os “países de interesse” podem usar essa espécie de informações para “engajar em ataques cibernéticos maliciosos” e “melhorar suas capacidades militares” a partir da construção de perfis dos cidadãos norte-americanos e instituições nacionais.

FONTE: REVISTA FÓRUM

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