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Serpro Ventures pode alavancar startups e aprimorar serviços públicos

18/04/2023

Foto: Reprodução

Superintendente de Serviços e Engenharia de Solução Digital, Welsinner Brito, falou sobre como a empresa promove a inovação no país

Durante a Gramado Summit, evento voltado à criação de novas conexões entre empresas e instituições na América Latina, especialistas do Serpro promoveram o Serpro Ventures, programa que busca estimular o empreendedorismo por meio de uma abordagem de inovação aberta, colaborando com diferentes parceiros para criar soluções inovadoras e ampliar as oportunidades de negócios.

O superintendente de Serviços e Engenharia de Solução Digital da empresa, Welsinner Brito, conversou com o portal Serpro sobre o programa de Corporate Venturing e sobre os processos de inovação da empresa.

Portal Serpro – Como o Serpro inova?

Welsinner Brito – O Serpro possui um processo de investimento constante em novas tecnologias, a exemplo recente do machine learning, big data, analytics, chatbot, incorporando-as às nossas soluções. Esse é o nosso caminho tradicional de fazer inovação.

Nos últimos anos, temos potencializado nossas parcerias com os clientes do governo federal, criando produtos que os desoneram e ao mesmo tempo se tornam serviços que atendem às necessidades do mercado. É um ciclo contínuo no qual atuamos na cadeia de valor do nosso cliente para gerar produtos como as APIs, como o Datavalid, e outras soluções de inteligência de negócio.

Portal –  A empresa também adota a inovação aberta? Qual a vantagem?

Welsinner – Na inovação aberta, buscamos a conexão com as comunidades: universidades, centros tecnológicos, startups e outras empresas, o que pode resultar na criação de produtos novos ou em diferentes tipos de parcerias com eles.

Se eu tenho uma necessidade, mas não tenho a expertise para resolvê-la, uma outra empresa pode ter, então nasce a parceria. Pode existir uma startup com grande conhecimento numa determinada tecnologia, que me falta para resolver um problema de imediato ou para colaborar com uma solução nossa, construindo-a conjuntamente.

É vantajoso para todos os lados envolvidos. Se eu fosse dedicar um time para pesquisar o protótipo para resolver certo problema, levaria muito mais tempo do que trazendo uma startup.

Portal –  O que o Serpro tem a oferecer às startups?

Welsinner – Nós oferecemos o Booster, um programa de benefícios para startups que faz parte do Serpro Ventures. Uma oferta de créditos para utilizarem e conhecerem nossos produtos. Uma aproximação que pode gerar benefícios para ambos. O Serpro conhece o produto da startup que pode dar match com uma solução nossa e o MVP dela pode virar cliente do nosso produto.

E queremos fazer ainda mais do que isso. Queremos alavancar startups a partir do conhecimento do Serpro das necessidades do governo e do cidadão, criando um ecossistema onde a gente alimenta essa conexão entre as partes. As novas empresas inovadoras participando da criação e oferta de soluções para aprimorar a relação entre o Estado e a sociedade. Nosso próximo passo é evoluir para um modelo de contratação mais flexível, incorporando as facilidades que as leis das Startups e da Inovação já permitem hoje.

Portal –  O Booster é quase uma forma de financiamento de startups?

Welsinner – A oferta de serviços gratuitos por meio do Booster para as startups tem o papel de alavancar o início, a consolidação, dessas empresas, que é o momento mais difícil. A partir disso, o Serpro se insere nesse ecossistema de startups, entendendo os modelos de negócios e, potencialmente, encontrando soluções para acelerar a própria atuação.

O Booster é um tipo de aporte inicial que pode fomentar uma cadeia de negócio e que, depois, esse investimento pode retornar na forma de resolução de um problema que o Serpro talvez levasse mais tempo para resolver sozinho. São ganhos de ambos os lados que tornam bastante interessante essa aproximação.

Portal –  A participação em eventos realmente conecta o Serpro com novas empresas?

Welsinner – Ao participar de grandes eventos, buscamos conhecer o que já existe, por exemplo, o que as prefeituras e os estados já estão fazendo de movimento de aproximação com as startups. Vamos atrás dos modelos que estão praticando e avaliamos o que é interessante de ser adotado. Assim, pulamos etapas, sem precisar começar do zero.

Aqui na Gramado Summit, por exemplo e sem entrar em detalhes, conversamos com duas prefeituras do Rio Grande do Sul com uma iniciativa que parece bem promissora. Queremos mergulhar no assunto para entender tecnicamente como eles estruturam o programa e como é que a gente pode adaptar para uma escala federal. Em relação às startups, como mencionei, buscamos conhecer projetos para identificar relações com as necessidades do Serpro ou da sociedade.

Fonte: SERPRO

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