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WhatsApp descarta lançar função Comunidades no Brasil

26/08/2022

WhatsApp descarta lançar função Comunidades no Brasil. Créditos: Divulgação

A decisão da empresa ocorre após um pedido do Ministério Público Federal, pois, o órgão acredita que a nova ferramenta atrapalharia o combate às fakes News

O WhatsApp descarta lançar a função de Comunidades no Brasil em 2022. A decisão da empresa, que é controlada pela Meta, deve ser anunciada nesta sexta-feira (26). As informações são da Folha de S.  Paulo. 

Inicialmente, havia a possibilidade de o WhatsApp lançar as Comunidades depois do período eleitoral. A nova ferramenta permiti a criação de grupos massivos e também o envio de mensagens para milhares de pessoas instantaneamente. 

Além disso, as Comunidades vão permitir a criação de subgrupos com interesses em comum, semelhante ao que já é possível fazer em mídias como o Discord. 

As Comunidades do WhatsApp já estão disponíveis, em forma de teste, ema alguns países. À Folha, a empresa declarou que “estão progredindo” e que, por hora, não há “expectativa de lançar Comunidades no Brasil antes de 2023.

Combate às fakes news

A decisão da empresa ocorre após o Ministério Público Federal (MPF) pedir para que o lançamento das Comunidades fosse adiado para 2023. Pois, o MPF teme uma onda de fake news a partir da nova ferramenta. 

O MPF diz que o adiamento da nova funcionalidade tem como objetivo “evitar que a atual política de enfrentamento à desinformação da empresa seja alterada ainda neste ano, em um momento no qual fake news sobre o funcionamento das instituições e a integridade do sistema de votação brasileiro podem colocar em risco a estabilidade democrática do país”.

Entre os motivos de preocupação do órgão, está o fato de que usuários no papel de administradores destas Comunidades poderão, valendo-se de “avisos”, mandar mensagens para todos os milhares de integrantes dos grupos que elas congregarem, de uma só vez.

Segundo o MPF, quando as Comunidades forem implementadas, seus administradores poderão enviar mensagens a até 2.560 pessoas de uma só vez, o que representará um aumento de dez vezes no limite de envios iniciais de mensagens hoje em vigor na plataforma.

Para o MPF, esse tipo de fake news, quando disseminado em larga escala no ecossistema da internet, viola o direito à informação dos cidadãos e das cidadãs e mina sua confiança no sistema representativo do país. Além disso, em períodos de instabilidade institucional e de polarização, pode alimentar manifestações violentas que colocam em perigo a própria integridade das instituições nacionais e até mesmo a segurança da população.

Fonte: Revista Fórum

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