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Esquema com pastores no MEC do governo Bolsonaro leva PGR a pedir inquérito ao Supremo

24/03/2022

O ministro da Educação de Jair Bolsonaro, Milton Ribeiro, que abriu as portas do MEC para a influência de pastores evangélicos que negociam verbas públicas e voto de fiéis. Foto: Isác Nóbrega/PR

Procurador-geral da República pede autorização para investigar Milton Ribeiro, o ministro que abriu as portas do MEC a pastores

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal para investigar o ministro da Educação do governo Bolsonaro, Milton Ribeiro, envolvido em um suposto esquema de tráfico de influência com pastores evangélicos. Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura estão no centro do escândalo.

Um áudio vazado pela Folha mostrou que Ribeiro privilegia a distribuição de verbas para prefeituras que estão alianhadas a pastores próximos de Bolsonaro. Os pastores não têm cargo público, mas estão organizados em um esquema informal de obtenção de verbas.

Após o escândalo vir à tona, o prefeito Gilberto Braga (PSDB0, de Luis Domingues, cidade do Maranhão, afirmou que um pastor lhe cobrou 1 kg de ouro para conseguir liberar veras para obras de educação no município.

Levantamento feito pela CNN Brasil afirma que ao menos 44 prefeitos foram levados à Brasília por pastores alinhados ao governo Bolsonaro. O levantamento foi feito a partir da agenda do ministro Milton Ribeiro, que também é evangélico e pastor.

O ministro negou que tenha alocado verba pública sob influência de lideranças religiosas.

O escândalo já havia gerado uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal.

Fonte: Jornal GGN

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