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Rússia bloqueia Google News: “Espalha notícias falsas sobre a guerra”

24/03/2022

Créditos: Unsplash

A empresa, por meio de um comunicado, confirmou que teve o seu serviço encerrado pelo órgão que regula as comunicações do país

O órgão federal que regula as comunicações na Rússia – Roskomnadzor: Serviço Federal de Supervisão de Comunicações -, bloqueou o Google News no país sob a acusação de que o serviço da big tech “espalha informações falsas sobre a operação militar na Ucrânia”. 

Em comunicado, o Google confirmou o bloqueio do serviço. “Confirmamos que algumas pessoas estão tendo dificuldades em acessar o aplicativo e o site do Google News na Rússia e que isso não se deve a quaisquer problemas técnicos em nosso sinal. Trabalhamos duro para manter serviços de informação com notícias acessíveis às pessoas na Rússia pelo maior tempo possível”, declarou a empresa. 

A decisão do governo russo em bloquear o Google News ocorre depois que o Google declarou que não ajudaria sites, aplicativos e canais do Youtube a vender anúncios ao lado de conteúdos que consideravam explorar, descartar ou tolerar o conflito na Ucrânia. A gigante da tecnologia também anunciou no início deste mês que pararia de vender todos os anúncios online na Rússia. 

A Interfax, agência de comunicação estatal da Rússia, explicou que o órgão regulador bloqueou o Google News a pedido da Procuradoria-Geral do país. “O recurso de notícias on-line americano em questão forneceu acesso a inúmeras publicações e materiais contendo informações inautênticas e publicamente importantes sobre o curso da operação militar especial no território da Ucrânia”, revelou a Interfax. 

Cerco às Big Techs 

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia disparou um outro conflito: as narrativas produzidas pela imprensa do Ocidente e como tal conteúdo se espalha pelas redes. 

Diante de ataques massivos por meio das redes sociais, o presidente Vladimir Putin baixou uma lei que pune com prisão de até 15 anos quem espalhar notícias falsas. 

Na última segunda-feira (21), a Justiça russa baniu o Facebook e o Instagram no país depois de considerá-los responsáveis por “atividades extremistas”. 

A decisão da Justiça russa aconteceu depois que a empresa Meta, que controla o Facebook e o Instagram, emitiu comunicado onde revelava que relaxaria suas políticas de combate ao discurso de ódio para permitir que usuários da Ucrânia expressassem os seus “sentimentos violentos” contra líderes e soldados russos. 

Com informações da Al Jazeera

Fonte: Revista Fórum

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