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Guerra digital: como Big Techs e infraestrutura da internet redesenham o poder global

10/04/2026

Foto: de Markus Winkler na Unsplash

Luis Nassif e Sergio Amadeu alertam para riscos em cenário de conflitos e defendem avanço da autonomia tecnológica no país

Fonte: Jornal GGN

A escalada de tensões internacionais, especialmente envolvendo Irã e Estados Unidos, tem revelado uma dimensão cada vez mais decisiva dos conflitos contemporâneos: o controle da infraestrutura digital e das grandes plataformas tecnológicas.

O tema foi destaque da TV GGN 20 Horas, onde o jornalista Luis Nassif e o sociólogo Sérgio Amadeu analisaram como a tecnologia deixou de ser apenas suporte para se tornar um dos principais campos de disputa geopolítica.

Empresas como Google, Amazon e Microsoft concentram serviços essenciais para o funcionamento da economia digital — de computação em nuvem a sistemas de dados e comunicação. Em um cenário de conflito, essa dependência pode se transformar em vulnerabilidade estratégica.

Na prática, governos podem pressionar essas companhias a restringir serviços ou limitar acessos, criando o que especialistas chamam de “bloqueio digital”. O resultado é o fortalecimento indireto do poder dos Estados Unidos, país onde estão sediadas as principais Big Techs.

Mas o domínio tecnológico não se restringe às plataformas. Existe uma camada menos visível — e igualmente estratégica — que sustenta a internet global: cabos submarinos, data centers e sistemas de roteamento de dados.

Os Estados Unidos mantêm posição dominante em diversos desses pontos críticos, enquanto países como China e Rússia investem na construção de infraestruturas próprias para reduzir dependência externa.

Esse movimento aponta para uma possível fragmentação da rede global, com a formação de blocos digitais — fenômeno conhecido como “splinternet”.

Para o Brasil, o cenário representa um desafio crescente. A economia nacional depende fortemente de plataformas estrangeiras para serviços críticos, o que expõe tanto empresas quanto o setor público a riscos em caso de crises internacionais.

Segundo a análise apresentada na TV GGN 20 Horas, o avanço da soberania digital passa a ser uma agenda estratégica, envolvendo investimentos em tecnologia nacional, infraestrutura própria e diversificação de fornecedores.

Em um mundo cada vez mais conectado, o controle da tecnologia e da infraestrutura da internet deixa de ser apenas uma questão econômica — e passa a definir o equilíbrio de poder entre as nações.

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