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As 10 economias com menor jornada de trabalho e mais produtivas do mundo, segundo a OCDE

18/02/2026

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Ranking de 2025 cruza horas semanais e PIB por hora e mostra sobreposição entre jornada curta e eficiência

Fonte: Revista Fórum

Trabalhar menos e produzir mais por hora deixou de ser apenas um argumento de defensores da jornada reduzida. Em 2025, os números usados por um levantamento da Profit Engine colocam o tema no terreno duro da comparação internacional. A agência cruzou estatísticas trabalhistas da OCDE e registros nacionais para medir, país a país, a média de horas semanais trabalhadas e relacionar esse dado à produtividade calculada pelo PIB por hora. O resultado sugere que, em parte do mundo desenvolvido, a pressão por “mais horas” não é o caminho dominante para ganhar eficiência.

O recorte é especialmente relevante porque coloca lado a lado duas listas que costumam ser tratadas como opostas: a dos países com semanas mais curtas e a dos que aparecem no topo do PIB por hora trabalhada. Em vez de um choque entre descanso e desempenho, o levantamento encontra sobreposição. Para a leitura econômica, o dado importa por um motivo simples: se a produção por hora sobe enquanto o tempo total cai, a discussão deixa de ser moral e vira estratégia de produtividade, com impacto direto sobre bem-estar e competitividade.

Na lista de menores jornadas semanais, a liderança é da Alemanha (25,60 horas), seguida por Dinamarca (26,51) e Noruega (27,06). O top 10 é dominado por países europeus:

  1. Alemanha: 25,60 horas
  2. Dinamarca: 26,51
  3. Noruega: 27,06
  4. Suécia: 27,52
  5. Áustria: 27,54
  6. Islândia: 27,58
  7. Países Baixos: 27,79
  8. Luxemburgo: 28,23
  9. França: 28,67
  10. Finlândia: 29,02

No recorte de produtividade por hora, a Irlanda (154) aparece no topo, à frente de Noruega (132) e Luxemburgo (126). A lista dos dez maiores níveis de PIB por hora, segundo o estudo, é:

  • Irlanda: 154
  • Noruega: 132
  • Luxemburgo: 126
  • Bélgica: 100
  • Suíça: 99
  • Dinamarca: 99
  • Estados Unidos: 97
  • Islândia: 96
  • Áustria: 94
  • Alemanha: 94

O ponto central está no cruzamento: Noruega, Luxemburgo, Dinamarca, Islândia, Áustria e Alemanha aparecem nas duas listas. Isso indica que reduzir a jornada não implica, por si só, perda de desempenho. O levantamento também registra correlação negativa entre horas trabalhadas e produtividade por hora (-0,68), sugerindo que economias mais eficientes tendem a gerar mais valor por hora mesmo com menos tempo de expediente.

Na prática, o debate se desloca do “mais horas” para “melhor uso do tempo”. O estudo associa os melhores resultados a fatores como organização do trabalho, qualificação, tecnologia e regras que limitam jornadas excessivas. Para governos e empresas, a disputa por produtividade pode estar menos em esticar o relógio e mais em aumentar eficiência dentro dele.

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