As 10 economias com menor jornada de trabalho e mais produtivas do mundo, segundo a OCDE
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Ranking de 2025 cruza horas semanais e PIB por hora e mostra sobreposição entre jornada curta e eficiência
Fonte: Revista Fórum
Trabalhar menos e produzir mais por hora deixou de ser apenas um argumento de defensores da jornada reduzida. Em 2025, os números usados por um levantamento da Profit Engine colocam o tema no terreno duro da comparação internacional. A agência cruzou estatísticas trabalhistas da OCDE e registros nacionais para medir, país a país, a média de horas semanais trabalhadas e relacionar esse dado à produtividade calculada pelo PIB por hora. O resultado sugere que, em parte do mundo desenvolvido, a pressão por “mais horas” não é o caminho dominante para ganhar eficiência.
O recorte é especialmente relevante porque coloca lado a lado duas listas que costumam ser tratadas como opostas: a dos países com semanas mais curtas e a dos que aparecem no topo do PIB por hora trabalhada. Em vez de um choque entre descanso e desempenho, o levantamento encontra sobreposição. Para a leitura econômica, o dado importa por um motivo simples: se a produção por hora sobe enquanto o tempo total cai, a discussão deixa de ser moral e vira estratégia de produtividade, com impacto direto sobre bem-estar e competitividade.
Na lista de menores jornadas semanais, a liderança é da Alemanha (25,60 horas), seguida por Dinamarca (26,51) e Noruega (27,06). O top 10 é dominado por países europeus:
- Alemanha: 25,60 horas
- Dinamarca: 26,51
- Noruega: 27,06
- Suécia: 27,52
- Áustria: 27,54
- Islândia: 27,58
- Países Baixos: 27,79
- Luxemburgo: 28,23
- França: 28,67
- Finlândia: 29,02
No recorte de produtividade por hora, a Irlanda (154) aparece no topo, à frente de Noruega (132) e Luxemburgo (126). A lista dos dez maiores níveis de PIB por hora, segundo o estudo, é:
- Irlanda: 154
- Noruega: 132
- Luxemburgo: 126
- Bélgica: 100
- Suíça: 99
- Dinamarca: 99
- Estados Unidos: 97
- Islândia: 96
- Áustria: 94
- Alemanha: 94
O ponto central está no cruzamento: Noruega, Luxemburgo, Dinamarca, Islândia, Áustria e Alemanha aparecem nas duas listas. Isso indica que reduzir a jornada não implica, por si só, perda de desempenho. O levantamento também registra correlação negativa entre horas trabalhadas e produtividade por hora (-0,68), sugerindo que economias mais eficientes tendem a gerar mais valor por hora mesmo com menos tempo de expediente.
Na prática, o debate se desloca do “mais horas” para “melhor uso do tempo”. O estudo associa os melhores resultados a fatores como organização do trabalho, qualificação, tecnologia e regras que limitam jornadas excessivas. Para governos e empresas, a disputa por produtividade pode estar menos em esticar o relógio e mais em aumentar eficiência dentro dele.