ChatGPT: febre do Studio Ghibli deixou “servidores derretendo”, diz Sam Altman

Aplicativos de inteligência artificial. Créditos: Unsplash
O ChatGPT, que tinha cerca de 400 milhões de usuários semanais, viu sua taxa de frequentadores crescer para até 1 milhão em apenas uma hora
Com a inclusão da nova ferramenta de geração de imagens ao ChatGPT, da OpenAI, e a febre recente dos modelos inspirados no estilo de arte do Studio Ghibli, a empresa de Sam Altman está passando por uma “crise”.
De acordo com o CEO da OpenAI, os servidores que abastecem a inteligência artificial generativa estão “derretendo” com o número de funções executadas normalmente combinadas à alta demanda por imagens, que têm um custo energético e de processamento gráfico significativo.
O ChatGPT, que tinha cerca de 400 milhões de usuários semanais, viu sua taxa de frequentadores crescer para até 1 milhão em apenas uma hora, o que pressionou suas GPUs (unidades de processamento gráfica) e fez com que a empresa pensasse em melhorias de infraestrutura.
Mas as melhorias devem vir acompanhadas de restrições ao uso da IA, pelo menos quando se trata de material artístico. Uma nova decisão anunciada pela empresa na semana passada impede que a ferramenta de imagens “copie o estilo de artistas vivos”, o que foi descrito como “uma abordagem conservadora” ligada a problemas com direitos autorais.
Mas também servirá para aliviar o grande volume de dados exigido pela nova ‘moda’ que imita o Studio Ghibli.
De olho nos custos
Em fatores ambientais, o custo estimado de energia para a geração de uma imagem produzida por IA pode variar entre 0,03 kWh e 0,5 kWh. Para se ter uma ideia, um notebook médio costuma consumir até 0,05 kWh por hora, e um banho quente de 15 minutos, até 5 kWh.
A cada 100 palavras de texto geradas pelo ChatGPT, o consumo de energia é de 0,14 kWh, o equivalente a manter 14 lâmpadas LED acesas por uma hora.
As imagens geradas no estilo do Studio Ghibli pelo ChatGPT têm um consumo médio, por unidade, de 2 a 3 litros de água, que é usada para resfriar os data centers que processam as (muitas) solicitações.
O custo alto se deve principalmente à renderização de imagens geradas com a IA, processo pelo qual um modelo digital é estilizado a partir de descrições textuais. Isso envolve o uso de redes neurais de aprendizado profundo, além de filtros e correções, e recursos como o “upscaling“, que reconstrói detalhes e aumenta a resolução de imagens para torná-las mais nítidas e realistas.
“É muito divertido ver as pessoas gostando das imagens [geradas] no ChatGPT”, disse, em publicação no X, o CEO da OpenAI, Sam Altman. “Mas nossas GPUs estão derretendo. Nós vamos introduzir, temporariamente, algumas taxas limites enquanto trabalhamos em tornar [a ferramenta] mais eficiente. Esperamos que não demore! O ChatGPT grátis vai [passar a] permitir três gerações por dia em breve”.
FONTE: REVISTA FÓRUM