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Indústria mantém estabilidade vista ao longo do ano, diz IBGE

03/11/2023

Foto: Christopher Burns na Unsplash

Dados da produção industrial variam 0,1% em setembro, puxado pela indústria extrativa; acumulado anual fica em -0,2%

A indústria brasileira encerrou o mês de setembro com variação de 0,1% ante o visto em agosto, depois de oscilar 0,2% no mês anterior e -0,3% em julho, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O setor cresceu 0,6% na comparação com setembro de 2022, levando o percentual acumulado ao longo de 2023 para -0,2% e, nos últimos 12 meses, a variação foi nula (0,0%).

Apesar dos dados favoráveis, o setor segue 1,6% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 18,1% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, os dados de setembro não mudam o comportamento de menor dinamismo visto nos últimos meses, embora tenham ficado em patamar positivo pelo segundo mês consecutivo.

“Para além disso, no índice desse mês, observa-se predomínio de taxas negativas, alcançando três das quatro grandes categorias econômicas e 20 dos 25 ramos industriais investigados”, lembra Macedo.

Entre os fatores listados como relevantes, estão a taxa Selic mais elevada, que afeta as decisões de investimento por parte das empresas, e de consumo pelo lado das famílias, além do crédito caro e das taxas elevadas de inadimplência.

Setor extrativo puxa indústria em setembro

A influência favorável mais importante em setembro foi registrada pela indústria extrativa, que subiu 5,6% no mês após acumular perda de 5,6% no período julho-agosto de 2023.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de produtos químicos (1,5%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,5%).

Entre as vinte atividades que apontaram redução na produção, produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-16,7%), máquinas e equipamentos (-7,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,1%) exerceram os principais impactos em setembro de 2023.

Ao mesmo tempo, os três ramos que mais afetaram negativamente a indústria em setembro exerceram efeitos favoráveis em agosto, um comportamento que tem se repetido ao longo do ano – com quedas e avanços que se eliminam.

Fonte: Jornal GGN

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