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Projeto Chama na Solução seleciona iniciativas para construir um presente-futuro sustentável

17/06/2022

Iniciativa busca mobilizar juventudes caiçaras, quilombolas e indígenas para pensar em soluções locais replicáveis globalmentes – Midia Ninja

Grupos de jovens podem se inscrever até dia 24 de junho no projeto da Unicef por meio de texto ou vídeo

Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com o coletivo de educomunicação Viração, estão com inscrições abertas até o dia 24 de junho para o edital Chama na Solução

O projeto, que dialoga com os objetivos da Agenda ONU 2030, visa chamar a juventude para pensar saídas criativas para os problemas dos seus territórios, que também dialoguem com questões globais. 

Para se inscrever é necessário ter um coletivo composto por quatro jovens entre 14 e 24 anos. Esses jovens devem ser residentes na cidade de São Paulo, na região metropolitana da capital ou no litoral do estado. A ideia, sobretudo, é encorajar que juventudes caiçaras, quilombolas e indígenas participem deste processo. 

A inscrição pode ser feita por escrito ou por por vídeo

Natalie Hornos, coordenadora do Chama na Solução e membro do Viração, explica como fazer este processo. “As inscrições podem ser feitas tanto em texto quanto em vídeo. A gente colocou essas duas frentes de possibilidade de inscrição entendendo que existe uma diversidade de juventudes que a gente está propondo que sejam aceitas neste projeto. São indígenas, caiçaras, quilombolas, então a gente não queria que o texto fosse uma dificuldade na hora de se inscrever.”

Os coletivos podem ser grupos já estabelecidos ou se juntarem para pensar nessa iniciativa. Natalie afirma que o trabalho em coletivo, é fundamental. “A gente sabe que não existe mudança individual e que não existem grandes mudanças estruturais trabalhadas só no local, mas a partir dessas iniciativas e dessas identificações locais a gente quer potencializar esse trabalho e formar lideranças para o enfrentamento da crise climática.”

O programa será organizado em duas etapas. Na primeira, serão escolhidos dez coletivos que propuserem ações criativas no âmbito do desenvolvimento sustentável, econômico, social e ambiental das suas localidades e do país. Esses grupos participarão de um processo formativo que durará cerca de seis meses. 

Dos dez grupos iniciais, cinco serão selecionados para a segunda etapa. Esses coletivos receberão um recurso chamado “capital-semente’, entre R$1.500 até R$4.000, para tirar a ideia do papel e concretizar o projeto em um prazo determinado. 

A divulgação dos resultados será feita no dia 1º de julho no site do coletivo Viração. As atividades do Chama na Solução se iniciam em 6 de julho.

Edição: Thalita Pires

Fonte: Brasil de Fato

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