Esquema com pastores no MEC do governo Bolsonaro leva PGR a pedir inquérito ao Supremo
O ministro da Educação de Jair Bolsonaro, Milton Ribeiro, que abriu as portas do MEC para a influência de pastores evangélicos que negociam verbas públicas e voto de fiéis. Foto: Isác Nóbrega/PR
Procurador-geral da República pede autorização para investigar Milton Ribeiro, o ministro que abriu as portas do MEC a pastores
O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal para investigar o ministro da Educação do governo Bolsonaro, Milton Ribeiro, envolvido em um suposto esquema de tráfico de influência com pastores evangélicos. Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura estão no centro do escândalo.
Um áudio vazado pela Folha mostrou que Ribeiro privilegia a distribuição de verbas para prefeituras que estão alianhadas a pastores próximos de Bolsonaro. Os pastores não têm cargo público, mas estão organizados em um esquema informal de obtenção de verbas.
Após o escândalo vir à tona, o prefeito Gilberto Braga (PSDB0, de Luis Domingues, cidade do Maranhão, afirmou que um pastor lhe cobrou 1 kg de ouro para conseguir liberar veras para obras de educação no município.
Levantamento feito pela CNN Brasil afirma que ao menos 44 prefeitos foram levados à Brasília por pastores alinhados ao governo Bolsonaro. O levantamento foi feito a partir da agenda do ministro Milton Ribeiro, que também é evangélico e pastor.
O ministro negou que tenha alocado verba pública sob influência de lideranças religiosas.
O escândalo já havia gerado uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal.
Fonte: Jornal GGN