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Ifood diz que ataque foi causado por funcionário de empresa terceirizada

03/11/2021

Foto: Reprodução

Vários estabelecimentos tiveram seus nomes alterados para “Lula Ladrão”, “Vacina Mata”, “Petista comunista”, “Bolsonaro 22”, entre outras mensagens. Segundo a empresa, não houve vazamento de dados

Ifood se manifestou sobre um ataque sofrido na noite desta terça-feira (2) em que vários estabelecimentos tiveram seus nomes alterados. Segundo o aplicativo, o incidente foi causado através da conta de um funcionário de uma empresa terceirizada que tinha permissão para ajustar informações cadastrais dos restaurantes na plataforma, e o fez de forma indevida.

A plataforma informou que não houve vazamento de dados pessoais de clientes ou de entregadores cadastrados. “Os dados de meios de pagamento não são armazenados nos bancos de dados do iFood, ficando gravados apenas nos dispositivos dos próprios usuários, não tendo havido comprometimento de dados de cartões de crédito”, afirmou o Ifood.

Restaurantes tiveram seus nomes alterados para “Lula Ladrão”, “Vacina Mata”, “Petista comunista”, “Bolsonaro 22”, entre outras mensagens. Um deles foi trocado para um ataque extremamente desrespeitoso à vereadora Marielle Franco, com o nome “Marielle Franco Peneira”.

A situação foi denunciada por inúmeros internautas nas redes sociais. Alguns relacionaram o ataque ao fato de o iFood ter retirado o patrocínio do Flow Podcast.

Monark, um de seus apresentadores, fez uma postagem em seu perfil no Twitter com a seguinte indagação: “Ter uma opinião racista é crime?”. Figura conhecida no universo bolsonarista, ele, habitualmente, emite “opiniões” ofensivas e alinhadas à lógica radical do presidente da República, ainda que sempre recheadas de pretensos argumentos e com a insistência típica do séquito extremista que apoia o atual ocupante do Palácio do Planalto, que não vê mal algum em afirmações racistas, misóginas, homofóbicas ou em mentiras.

Fonte: Revista Fórum

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