Série de 3 webinários discute tudo sobre a Covid-19 e os direitos trabalhadores
Webinários estão sendo organizados pela Frente Ampla em Defesa da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, da qual a CUT faz parte, e será transmitido ao vivo pelo Canal Saúde Coletiva da Unicamp no You Tube
Nesta quinta-feira (11), um ano após a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar a pandemia do novo coronavírus, a Frente Ampla em Defesa da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, da qual a CUT faz parte, inicia o Ciclo de Webinários – COVID-19 UM ANO DEPOIS: O QUE APRENDEMOS.
Na série de três webinários, o primeiro nesta quinta será das 18h30 às 21h, e os próximos nos dias 18 e 25 de março, serão discutidos aspectos clínicos, prevenção, tratamento, vacinas, ações de vigilância e direitos dos trabalhadores, dentre outros assuntos que serão debatidos por profissionais renomados.
O tema desta quinta é “o que conhecemos sobre o vírus e a doença” e na mesa estarão especialistas como Margareth Dalcomo, pneumologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Wanderson Kleber de Oliveira, ex-secretário de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde.
O evento será transmitido ao vivo pelo Canal Saúde Coletiva da Unicamp no You Tube.

No próximo dia 18, o tema será “vigilância em saúde e medidas não farmacológicas contra a Covid-19”.

O último debate abordará o tema “direito, impacto socioeconômico e efeitos colaterais da pandemia.

Contexto
Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia Do novo coronavírus (Covid-19). Desde então, o SARS-CoV-2 (Coronavírus) avançou para todos os continentes, desafiando cientistas e sistemas de saúde de todos os países.
Nesta quinta, o mundo registra 118.169.684 casos de Covid-19 e 2.622.375 mortes, sendo mais de 271 mil no Brasil, país que virou o epicentro da pandemia nos últimos dois meses.
“O ano de 2020 foi marcado pelo enfrentamento ao vírus desconhecido, luta pela adoção de medidas sanitárias, garantia de condições de trabalho e de vida, tão necessária para conter a disseminação do vírus, evitando com isso altos índices de adoecimento e mortes”, pontua a secretaria de Saúde do Trabalhador da CUT, Madalena Margarida da Silva Teixeira.
“De acordo com a Frente Ampla em Defesa da Saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras, também foi um ano marcado por inúmeros esforços de trabalhadores da saúde e cientistas do mundo todo para descobrir formas de tratamento da doença e de encontrar saídas com a produção de imunizantes (vacinas) com a realização e publicação de vários estudos científicos e sociais a respeito da Covid-19”, completa a secretária.
De acordo com Madalena, a pandemia revelou sua face mais perversa expressando que não estamos todos no mesmo barco, agravando e acentuando as desigualdades sociais existentes em nosso país, impactando intensamente as condições de vida e de trabalho da população negra, pobre e periférica, as mais penalizadas com altos índices de contaminações, adoecimentos e mortes decorrentes.
Além disso, diz ela, a pandemia também ressaltou a importância do papel do Estado na adoção de medidas eficientes e eficazes no enfrentamento à crise sanitária causada pela Covid-19 para a proteção da vida com a garantia de direitos, proteção e preservação dos trabalhos, garantia de auxílio emergencial fundamentais para a preservação da vida.
Para a Frente Ampla, a pandemia afetou e tem afetado a economia, elevando as taxas de desemprego, causando modificações significativas no processo e nas relações de trabalho, fazendo com que trabalhadores e trabalhadoras tenham que se expor aos riscos de adoecimento e morte, não apenas no setor saúde, mas também em diversos segmentos econômicos.
É nesse contexto, afirmam o membros da Frente Ampla, que temos enfrentado a incompetência do governo de Jair Bolsonaro na condução da crise sanitária, o descaso e, por vezes, até mesmo o deboche frente às mortes e ao sofrimento. Há resistência de diversos setores da sociedade em reconhecer a Covid-19 relacionada ao trabalho e os direitos dos trabalhadores afetados.
“É por todas essas razões que é necessário debater, entender, aprender, pensar em soluções para o enfrentamento a esse drama nacional e mundial em todas as áreas”, conclui a Madalena explicando a importância da realização dessa série de debates.
FONTE:CUT
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