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Conferência de saúde da mulher terá protesto por SUS

Encontro em Brasília entre dias 17 e 20 de agosto e CUT prioriza defender democracia


Escrito por: Luiz Carvalho 


 


Convocada ainda durante o governo da presidenta eleita Dilma Rousseff, a 2ª Conferência Nacional da Saúde das Mulheres acontece entre os próximos dias 17 e 20 de agosto, em Brasília, e terá como tema “Saúde das Mulheres: Desafios para a integralidade com equidade”.


 


Trinta e um anos depois do primeiro encontro, esta edição acontece rodeada de muitas polêmicas. Após o golpe que levou o ilegítimo Michel Temer (PMDB) ao poder, muitas organizações do movimento feminista resolveram se retirar em protesto contra retrocessos como a extinção da Secretaria Especial de Políticas paras Mulheres.


 


A CUT resolveu permanecer para transformar a atividade em um ambiente de discussão e protesto contra os golpes aos direitos implementados após impeachment. A Central quer discutir como as reformas da Previdência e Trabalhista e a Emenda Constitucional 95/2016 afetarão as políticas públicas de saúde para a mulher.


 


A medida desvincula, deixa de prever percentuais mínimos e congela por 20 anos o investimento em saúde. Segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), deixarão de ser aplicados o equivalente a R$ 433,52 bilhões nas próximas duas décadas.


 


Segundo a secretária de Saúde da CUT, Madalena Silva, a Central se soma a outras organizações feministas de fora da conferência para construir um documento em protesto às políticas golpistas e que será apresentado nas etapas estaduais, de onde sairão as delegas para a conferência nacional.  


 


“Há 30 anos, a primeira conferência discutia a criação do SUS (Sistema Único de Saúde), o fortalecimento de um programa de atenção integral da saúde da mulher (PAISM) e é esse espírito que precisamos resgatar. De resistência e defesa de nossos direitos em oposição aos ataques de Temer”, falou.


 


Segundo Madalena, durante as conferências estaduais os movimentos sociais devem se preparar para ocupar espaços e garantir que as políticas públicas continuem.


 


“Permanecemos porque precisamos garantir que esse seja um espaço de debate da saúde da mulher, mas também de denúncia do golpe e das medidas que vão impactar a saúde mulher. Não só a Emenda 95, mas também as reformas da Previdência e Trabalhista vão tirar recursos para políticas que combatem e diminuem a desigualdade entre gêneros”, explicou.


 


 


 


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